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Mídia e Arte

Publicado por Helga Rackel em Dezembro 15, 2008

A ESPETACULARIZAÇÃO DO BELO E DA ARTE


A mídia e o seu conceito de beleza como fonte de influencia e mudanças na sociedade foi um dos assuntos debatidos no último dia do encontro de estudantes de Comunicação (Semacom 2008 ) promovido pela FIC


Helga Rackel
Estudante de Jornalismo

Agência FIC)

Apresentação de Reisado antes do painel “A estética do belo na construção da imagem dos ídolos”. (Foto: Agência FIC)

No centro do auditório, cadeiras organizadas em forma de meia-lua. Enlace entre bolas e fitas sugerindo a lona e o picadeiro. As cores completavam o clima de espetáculo circense. A metáfora do ambiente servia como pano de fundo para discutir, refletir e analisar a estética do belo e da arte sob a ótica da mídia na construção de seus ídolos.

“O que é o belo?”, pergunta aos estudantes de Comunicação, professora Valéria Geremia, graduada em Jornalismo Gráfico e Audiovisual. “A estética do belo na construção da imagem dos ídolos” foi o tema debatido na manhã de sábado, dia 14 de novembro, no auditório da Faculdade Integrada do Ceará – FIC/ Unidade Via Corpvs. Além da professora Geremia, a artista visual, curadora e professora de Direito das Faculdades Nordeste – Fanor, Ana Valeska Maia, também participou do painel. A Semana da Comunicação 2008 (Semacom), organizada pelas coordenações dos cursos de Comunicação Social – Jornalismo e Publicidade e Propaganda – e pelos alunos do Diretório Acadêmico de Comunicação Social (DACS), aconteceu entre os dias 11 e 14 de novembro. Este ano, o tema foi “O Espetacular Mundo da Mídia”.

Logo após a apresentação de Reisado, remetendo aos variados conceitos de arte, Valéria Geremia comentou sobre a arte e a beleza da cultura nordestina e a emoção dos que faziam e daqueles que assistiam ao reisado. Após tecer elogios sobre o belo, presente na simplicidade daquela apresentação artística, citou os filmes Beleza Americana (EUA, 1999) e Pequena Miss Sunshine (EUA, 2006) como exemplos para o conceito de estética na arte cinematográfica (crítica ao padrão de beleza) e comportamento estabelecidos pela mídia. Já a artista visual, Ana Valeska, chamou a atenção dos alunos para refletir questões sobre o bem comum para a sociedade, a conservação da natureza e o crescimento espiritual – considerando a idéia de valores do “ser” e do “ter”.

Mas afinal, o que é o belo? Significa perceber a essência da mensagem, interpretar o ausente no presente, tornando o distante mais próximo da alma do receptor? Ou é o que vai além do que podemos ver, transcendendo o objeto em questão e alcançando o subjetivo omitido ao simples olhar? Artista visual, Ana Valeska ressalta a importância da beleza interior. Segundo a curadora, o belo se encontra na natureza, nas coisas simples da vida. “Dê importância ao que você é, valorize mais o ser do que o ter. Precisamos nos preocupar com a vida!”, enfatiza.  De acordo com a professora Geremia, não podemos limitar o significado da arte e da beleza. Pois cada obra tem a sua beleza e esta depende do olhar de quem a observa. “Antes, as mulheres gordinhas eram referenciais de beleza. Hoje, as magrinhas são o padrão da beleza feminina para a sociedade”, conclui.

Ponto de Vista

O que é arte?
Professora Valéria Geremia:
Há inúmeras definições para o que seja arte, os pensadores vêm reconstruindo diversos conceitos e há sempre novas modificações… as que mais me parecem interessantes são as que falam da arte como prática lúdica, uma brincadeira, ou como forma de aprendizado para o ser humano integral.

Qual a melhor definição para o belo?
Valéria Geremia: O belo e a arte têm suas definições sendo reformuladas em paralelo. Algumas definições do belo o relativizam tanto que percebemos que o aparentemente feio também pode ser considerado belo (se a beleza for, para nós, no caso, nos instigar a refletir sobre o mundo à nossa volta).

Como funciona a estética do belo na construção dos ídolos?
Valéria Geremia: Os Meios de Comunicação têm, como vimos em Teorias da Comunicação, um caráter conservador. Tendem a reproduzir os gostos da classe dominante. Assim, o belo que é divulgado e incentivado está relacionado ao tipo físico dos que dominam ideologicamente o mundo. O padrão normalmente segue a norma: loira (o), alta (o), de olhos claros e corpo esguio (musculoso).

Por que existem ídolos? Há uma beleza padrão?
Valéria Geremia: Por que existem os ídolos? Porque a maioria da população se sente excluída da mídia. Aprofundando mais: sente que não tem valor o bastante para aparecer na mídia (disfunção: o que aparece na TV é importante – e não: o que é importante acaba aparecendo na TV). Se a maioria da população se sente, eu diria, até, inferior, acaba idolatrando aqueles considerados “superiores”. Se conseguíssemos pensar em um mundo em que todos se sentissem aptos a fazer arte e a apreciar arte, talvez não precisássemos tanto de ídolos, enfim…

Como relacionar o assunto com o “Espetacular Mundo da Mídia”, tema da Semacom 2008?
Valéria Geremia: Creio que a relação com a espetacularização fica clara. Principalmente se pensarmos nos ídolos como parte da auto-publicidade  da mídia: quanto mais gloriosos, estrelas eles forem, mais valor terão os canais de TV em que eles aparecem, os filmes nos quais atuam ( e menos valor tem as pessoas anônimas, porque não aparecem na mídia).

Qual a sua análise sobre concepção da reprodutibilidade técnica e do grotesco na atualidade?
Valéria Geremia:
Bem, o grotesco, hoje em dia, é usado principalmente para a alienação – exemplo ótimo: Jackass, grupo dos EUA que usa um grotesco sem qualquer possibilidade crítica. Já alguns quadros do Pânico, tem um potencial crítico ótimo, como As Sandálias da Humildade, que vem justo criticar esse sistema de criação de ídolos em que alguns são considerados melhores do que outros apenas por aparecerem na mídia.

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Em defesa do diploma para jornalistas

Publicado por Helga Rackel em Agosto 15, 2008

Campanha Diploma

Jornalistas por formação: melhor para o jornalismo, melhor para a sociedade

FENAJ – Federação Nacional dos Jornalistas

Sindjorce – Sindicatos de Jornalistas do Ceará

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Perfil

Publicado por Helga Rackel em Junho 14, 2008

Aprender é fundamental para o estudante Lee Pontes

“Foi acidente. Eu pensei que tinha colocado o certo”, fala Lee Jefferson Pontes da Silva, 23 anos, estudante do 5º período do curso de Jornalismo da Faculdade Integrada do Ceará – FIC, ao lembrar o dia em que fez sua inscrição no Programa Universidade para Todos (Prouni) – plano de assistência educacional do governo Lula, destinado a estudantes de baixa renda. Pensando que tinha marcado a opção do curso de Medicina, Lee Jefferson se enganou: assinalou a de Jornalismo. Mas, só percebeu o engano quando recebeu a correspondência informando o resultado.

Com olhar sereno e sorriso tímido, apesar de se sentir muito cansado após uma longa jornada de trabalho, Lee revela suas idéias, experiências e planos quanto ao seu futuro profissional. Começou a trabalhar quando tinha 17 anos. Cedo, ganhou sua independência financeira. Ao sair de casa, precisava se manter. Morando com uma amiga que veio do interior para Fortaleza, seu primeiro trabalho foi na Faculdade de Farmácia da Universidade Federal do Ceará – UFC, onde seu ofício era fotocopiar materiais acadêmicos. Batendo com os dedos na mesa, como se estivesse contando e fazendo esforço para se lembrar, Lee conta que trabalhou durante cinco anos na sala de xérox da faculdade.

Questionado sobre qual o momento em que começou a pensar em seu futuro profissional, o aspirante a jornalista responde: “Acho que… quando tinha uns 20, 20 e poucos anos. Aos 20 anos, a ficha caiu”. Ele afirma que sempre quis fazer jornalismo. Mas quando trabalhava na Faculdade de Farmácia da UFC, conheceu um grupo católico e começou a participar de suas atividades. Uma delas era no setor de enfermaria. Cuidando de idosos, gestantes, pessoas carentes, Jefferson tomou gosto pela área. Foi quando resolveu tentar vestibular para o curso de Medicina.

Após descobrir sua aprovação em Jornalismo, opção marcada na ficha de inscrição por engano, Lee se prepara para ingressar na FIC. Para regularizar a documentação necessária na matrícula, o jovem acadêmico precisava falar com sua mãe. Depois de quatro anos sem manter contato, eles se reencontram. “Tive que voltar a falar, conversar”, comenta, com os olhos marejados. Por um desentendimento, mãe e filho não se comunicavam. A necessidade falou mais alto e o orgulho ferido deu lugar ao perdão.

“Depois de dois anos no curso de jornalismo, apareceu estágio”, conta. Cursando Comunicação Social com habilitação em Jornalismo, desde 2006, a oportunidade de estágio aparece em maio deste ano. Mesmo não sendo remunerado, Lee se sente realizado em aprender o fazer jornalístico na redação do Diário do Nordeste – DN. “A minha remuneração é a experiência de vida da chefe de redação. Ela está sendo minha orientadora”, diz. Segundo o universitário, o dinheiro não paga a oportunidade de estagiar no DN. Para ele, o jornalista tem que se arriscar, construir sua imagem. Pode ser difícil, mas tem que saber aproveitar as oportunidades.“Sei que vou crescer lá dentro”, almeja.

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Jornalismo

Publicado por Helga Rackel em Maio 27, 2008

IMEDIATISMO ON-LINE GERA MUDANÇAS NA COMUNICAÇÃO

Helga Rackel
Estudante de Jornalismo

“A Internet é a única mídia que pode abrigar, tecnologicamente falando, as demais mídias, por comportar som, texto e imagem ao mesmo tempo”, declara Marília Cordeiro, editora de convergência do O Povo, falando sobre o atual contexto do fazer jornalístico. A cada dia, mudanças na maneira de produzir a notícia desafiam os jornalistas. Com o advento das novas tecnologias, os meios de comunicação se readaptam. Diante desta realidade, o trabalho dos profissionais de jornalismo passa pelo aprimoramento na tarefa de convergir notícias em diferentes mídias. Empresas que antes noticiavam através do veículo impresso, tevê ou rádio, aderem ao imediatismo da internet.

Segundo Marília, com a possibilidade de pautar os demais meios nas coberturas factuais, a internet diminui o tempo entre o acontecimento e a notícia, fazendo com que a apuração seja mais rápida na tevê e na rádio. Já no impresso, o texto puramente factual tende a ser analítico. Eliomar de Lima, 45, jornalista há 24 anos, radialista, professor e escritor de histórias infantis, acredita que o jornal impresso não se acaba e sim, se transfere. “O jornal se adapta, vive momento de reavaliação, vai além da informação”, diz. Hoje, empresas jornalísticas investem em portais, blogs, além de criarem o jornal digital. Adepto à interatividade do universo blogueiro há 1 ano e 6 meses, Eliomar fala que os blogs democratizam a informação e possibilitam a interação – retorno instantâneo dos leitores, seja para criticar ou elogiar. Para Leonardo Fontes, editor de conteúdo do Portal Verdes Mares, o público é o agente direto da notícia, pois a internet funciona com uma rapidez que agrada a esse novo leitor. “E blogs são apenas a ponta do iceberg do que é a internet social”, considera.

A produção imediata das notícias traz à tona questionamentos quanto à credibilidade e o aprofundamento das informações. Profissionais e amadores dividem o mesmo espaço virtual para divulgarem notícias em tempo real. Para identificar a veracidade das informações, o jornalista Eliomar de Lima atribui a credibilidade ao nome do profissional. “A diferença está no conteúdo e em quem escreve”, declara. Já Marília Cordeiro, diz que o uso das técnicas e a vivência auxiliam na checagem das fontes, além da fundamentação do texto com números, documentos, pesquisas e estudos. “É importante que o receptor crie uma relação com estas ‘fontes virtuais’ para criar o bom senso de saber o que é verídico ou não”, complementa.

O imediatismo no jornalismo on-line também provoca a superabundância e o barateamento das notícias, além da sua instantaneidade. Sites como o Overmundo, Orkut, Youtube são celeiros de publicações noticiosas sobre diversos temas. As postagens são feitas por qualquer pessoa, profissional ou não, que queira divulgar textos, áudio ou vídeos de sua autoria. Tais mecanismos equiparam o mesmo espaço que possibilitam a formação de repórteres-cidadãos, os quais trabalham o corporativismo da informação, invadindo espaços que antes pertenciam apenas aos jornalistas. O leitor seleciona, legitima, aprova ou desaprova. Essa interatividade expande os meios de comunicação e produz a hipertextualidade das notícias on-line.

Lauriberto Braga, jornalista especializado em Publicidade & Propaganda, correspondente da Agência Nordeste e professor da Faculdade Integrada do Ceará (FIC), acredita que o repórter-cidadão, para a rádio, é interessante. Porém, para o jornal, a pessoa deve estar preparada para escrever. “Isso deve ser feito só pelo jornalista”, enfatiza. Segundo Braga, o repórter-cidadão é o início da cobertura, podendo sugerir pauta, fotografar, filmar e vender a imagem. “Mas não pode escrever se não for jornalista”, reitera. De acordo com Leonardo Fontes, jornalistas e empresas jornalísticas vivem uma crise: a perda de sua hegemonia como mensageiros. Hoje, qualquer pessoa pode dar voz à notícia, lançando um novo olhar para a apuração das informações. Porém, ele considera que esta crise seja boa para o setor de comunicação. “O jornalismo enquanto ideal, técnica, função, troca de informações, fluxo de idéias, opiniões, debates sociais e responsabilidade na transmissão de informações, nunca esteve em melhor forma, mesmo porque como todos têm voz, existem mais fiscais de qualidade, mais visões de mundo e mais fontes”, conclui.

Estat�sticas de acesso

Fonte: Google Analytics - referente ao período de um mês, entre Abril e Maio de 2008. *Acessos por mês: contabilizam o número de sessões individuais iniciadas por todos os visitantes no site. **Exibições de páginas: contabilizadas a cada página que é visitada dentro do site.

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Ao mestre

Publicado por Helga Rackel em Abril 26, 2008

Homem de garra, destemido, idealizador…Presidente do Jornal O POVO
Dr. Demócrito sonhava e conseguia nos embalar neste sonho.
Alçava vôo mais alto do que pudéssemos imaginar.
Envolto de humildade e sabedoria, virtudes bem presentes ao longo desses anos dedicados ao jornal, nos revelava as nuances de um homem que tinha esperança, que acreditava nos valores da vida.
Presente, mesmo quando ausente…
Cada detalhe do Jornal O POVO faz referência ao nome Demócrito Dummar. Sua altivez não ofuscava seu altruísmo. Detentor de uma presença marcante, não fazia esforço para anunciar sua chegada. Era visto com respeito e admiração por todos aqueles que tinham o privilégio de cruzar seu caminho. A postura do “homem feito” não apagava o sorriso do menino aprendiz. Sorriso singelo, gestos delicados, uma certa timidez pincelavam seus passos no caminho da justiça, da verdade e do amor.
Não perdemos nosso presidente.
O sopro da vida pode ter cessado neste momento, mas as lembranças que a própria vida desenha em nossa mente é a prova de que a eternidade começa em cada cifra composta na música do viver, a partitura escrita por uma vida com propósitos.
Dr. Demócrito, nosso mestre, nosso exemplo.

Homenagem dos Populares ao homem que provou através da comunicação, o poder de informar e transformar com amor.


*Escrito por Helga Rackel, funcionária há 7 anos do Jornal O POVO, em 26 de abril de 2008.
(O POPULARES é o departamento de classificados do O POVO).

**Texto publicado (dia 03 de maio) no Jornal do Leitor, suplemento do Jornal O POVO com veiculação aos sábados.

Saiba mais sobre o presidente do grupo de comunicação O POVO:
Demócrito Rocha Dummar

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Até que ponto a verdade existe?

Publicado por Helga Rackel em Março 19, 2008

LupaEsse é o questionamento quando analisamos a linguagem na notícia. A linguagem como distorção do real abre espaço para a presença da subjetividade no jornalismo, dentre outros fatos. O jornal é um meio pelo qual transparece a informação da “verdade” para a sociedade. Seu texto trabalhado com base em dados, números, citações, nomes, cargos, tempo e espaço apresenta uma narrativa verossímel e “imparcial” à audiência.

Entretanto, o profissional de jornalismo, focalizando um objeto em sua notícia, tecendo informações precisas sobre o fato ocorrido (com base em observações de autoridades), ainda é subjetivo e parcial. Sua visão e vivência cotidiana influencia – de uma certa forma – na análise do fato, mesmo escpecificando o objeto e seu sujeito. A linguagem é a conseqüência dessa postura. Até o momento em que o jornalista observa o objeto, ele absorve o fato com mais precisão, mas a partir da sua análise e preocupação em escrever ou formatar a linguagem, seu aspecto de objetividade perde para a subjetividade.

O público ouve ou lê a notícia de acordo com o olhar do jornalista, até quando este apresenta a prova de seu argumento. A verdade é limitada à interpretação daquele que a apresenta e daquele que a obtém. A linguagem é modificada.

Os significados simbólicos têm bombardeado a necessidade de mudanças no jornalismo atual, trazendo o povo para participar – ou fazendo-o pensar que participa – do seu contexto informativo. O incremento da subjetividade no período moderno deixou como herança jornais que valorizam mais a opinião que a notícia. Então, até que ponto a verdade existe?

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Jornalismo e ética: utopia?

Publicado por Helga Rackel em Março 14, 2008

Segundo Heráclito, filósofo pré-socrático, “a ética é o anjo protetor do ser humano”. Seus princípios universais têm como base o bem, a verdade, a justiça e a liberdade. É a fundamentação da ação humana, alicerçada no usufruto de seus direitos e deveres. O filósofo e teólogo Leonardo Boff, no livro A águia e a galinha: uma metáfora da condição humana (1997), explica que a ética (do grego: ethos) é verdadeiramente humana quando se é permanente (necessidade de ter moradia) e mutável (estilo com que constrói a moradia, tornando-a sempre habitável). Porém, onde está a ética?

Trantando deste assunto sob a perspectiva do atual jornalismo, percebe-se uma ética “aleijada” e subjugada aos interesses particulares. O Código de Ética dos Jornalistas Brasileiros, Cap. I/ Art. 2º/ I, diz: a divulgação da informação precisa e correta é dever dos meios de comunicação e deve ser cumprida independentemente de sua natureza jurídica – se pública, estatal ou privada – e da linha política de seus proprietários e/ ou diretores. Destarte, a informação deve ser divulgada de acordo com a veracidade dos fatos, tendo como compromisso a responsabilidade social e o interesse público. Todavia, não é o que de fato acontece.

No decorrer dos anos, as novas tecnologias têm aprimorado o fazer jornalístico. Web, rádio, tevê, impresso e jornais alternativos se transformam com o intuito de difundir a informação rápida, objetiva e eficaz; alcançando maior parcela da sociedade. Entretanto, a liberdade de expressão é banalizada e a ética, esquecida. O sensacionalismo, a política e os interesses particulares são promissores da nova arte da comunicação jornalística.

Será que a necessidade de uma moradia tem construído um lugar habitável? Leia-se: o “direito à informação” realmente existe e é a favor da sociedade? Se “todo ponto de vista é a vista de um ponto”, creio que o habitat é moldado conforme as conveniências das camadas elitistas da sociedade, pois estas detêm os meios de comunicação. Cabe aos futuros jornalistas lutarem por um jornalismo democrático, pelo exercício da ética, pelo direito à informação. Pois se notícia é só notícia quando vendável… tunc erit finis.

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