Escrito por Helga Rackel em Abril 26, 2008
Homem de garra, destemido, idealizador…
Dr. Demócrito sonhava e conseguia nos embalar neste sonho.
Alçava vôo mais alto do que pudéssemos imaginar.
Envolto de humildade e sabedoria, virtudes bem presentes ao longo desses anos dedicados ao jornal, nos revelava as nuances de um homem que tinha esperança, que acreditava nos valores da vida.
Presente, mesmo quando ausente…
Cada detalhe do Jornal O POVO faz referência ao nome Demócrito Dummar. Sua altivez não ofuscava seu altruísmo. Detentor de uma presença marcante, não fazia esforço para anunciar sua chegada. Era visto com respeito e admiração por todos aqueles que tinham o privilégio de cruzar seu caminho. A postura do “homem feito” não apagava o sorriso do menino aprendiz. Sorriso singelo, gestos delicados, uma certa timidez pincelavam seus passos no caminho da justiça, da verdade e do amor.
Não perdemos nosso presidente.
O sopro da vida pode ter cessado neste momento, mas as lembranças que a própria vida desenha em nossa mente é a prova de que a eternidade começa em cada cifra composta na música do viver, a partitura escrita por uma vida com propósitos.
Dr. Demócrito, nosso mestre, nosso exemplo.
Homenagem dos Populares ao homem que provou através da comunicação, o poder de informar e transformar com amor.
*Escrito por Helga Rackel, funcionária há 7 anos do Jornal O POVO, em 26 de abril de 2008.
(O POPULARES é o departamento de classificados do O POVO).
**Texto publicado (dia 03 de maio) no Jornal do Leitor, suplemento do Jornal O POVO com veiculação aos sábados.
Saiba mais sobre o presidente do grupo de comunicação O POVO:
Demócrito Rocha Dummar
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Escrito por Helga Rackel em Março 19, 2008
Esse é o questionamento quando analisamos a linguagem na notícia. A linguagem como distorção do real abre espaço para a presença da subjetividade no jornalismo, dentre outros fatos. O jornal é um meio pelo qual transparece a informação da “verdade” para a sociedade. Seu texto trabalhado com base em dados, números, citações, nomes, cargos, tempo e espaço apresenta uma narrativa verossímel e “imparcial” à audiência.
Entretanto, o profissional de jornalismo, focalizando um objeto em sua notícia, tecendo informações precisas sobre o fato ocorrido (com base em observações de autoridades), ainda é subjetivo e parcial. Sua visão e vivência cotidiana influencia - de uma certa forma - na análise do fato, mesmo escpecificando o objeto e seu sujeito. A linguagem é a conseqüência dessa postura. Até o momento em que o jornalista observa o objeto, ele absorve o fato com mais precisão, mas a partir da sua análise e preocupação em escrever ou formatar a linguagem, seu aspecto de objetividade perde para a subjetividade.
O público ouve ou lê a notícia de acordo com o olhar do jornalista, até quando este apresenta a prova de seu argumento. A verdade é limitada à interpretação daquele que a apresenta e daquele que a obtém. A linguagem é modificada.
Os significados simbólicos têm bombardeado a necessidade de mudanças no jornalismo atual, trazendo o povo para participar - ou fazendo-o pensar que participa - do seu contexto informativo. O incremento da subjetividade no período moderno deixou como herança jornais que valorizam mais a opinião que a notícia. Então, até que ponto a verdade existe?
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Escrito por Helga Rackel em Março 14, 2008
Segundo Heráclito, filósofo pré-socrático, “a ética é o anjo protetor do ser humano”. Seus princípios universais têm como base o bem, a verdade, a justiça e a liberdade. É a fundamentação da ação humana, alicerçada no usufruto de seus direitos e deveres. O filósofo e teólogo Leonardo Boff, no livro A águia e a galinha: uma metáfora da condição humana (1997), explica que a ética (do grego: ethos) é verdadeiramente humana quando se é permanente (necessidade de ter moradia) e mutável (estilo com que constrói a moradia, tornando-a sempre habitável). Porém, onde está a ética?
Trantando deste assunto sob a perspectiva do atual jornalismo, percebe-se uma ética “aleijada” e subjugada aos interesses particulares. O Código de Ética dos Jornalistas Brasileiros, Cap. I/ Art. 2º/ I, diz: a divulgação da informação precisa e correta é dever dos meios de comunicação e deve ser cumprida independentemente de sua natureza jurídica - se pública, estatal ou privada - e da linha política de seus proprietários e/ ou diretores. Destarte, a informação deve ser divulgada de acordo com a veracidade dos fatos, tendo como compromisso a responsabilidade social e o interesse público. Todavia, não é o que de fato acontece.
No decorrer dos anos, as novas tecnologias têm aprimorado o “fazer jornalismo”. Web, rádio, tevê, impresso e jornais alternativos se transformam com o intuito de difundir a informação rápida, objetiva e eficaz; alcançando maior parcela da sociedade. Entretanto, a liberdade de expressão é banalizada e a ética, esquecida. O sensacionalismo, a política e os interesses particulares são promissores da nova arte da comunicação jornalística.
Será que a necessidade de uma moradia tem construído um lugar habitável? Leia-se: o “direito à informação” realmente existe e é a favor da sociedade? Se “todo ponto de vista é a vista de um ponto”, creio que o habitat é moldado conforme as conveniências das camadas elitistas da sociedade, pois estas detêm os meios de comunicação. Cabe aos futuros jornalistas lutarem por um jornalismo democrático, pelo exercício da ética, pelo direito à informação. Pois se notícia é só notícia quando vendável… tunc erit finis.
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