Verblogando

O blog de todos os verbos

Não duvides do que Deus tem dado a ti!

Escrito por Helga Rackel em Março 25, 2008

Crianças
“Mas, quando vos entregarem, não cuideis de como, ou o que haveis de falar; porque naquela hora vos será dado o que haveis de dizer. Porque não sois vós que falais, mas o Espírito de vosso Pai é que fala em vós.” Mt 10:19,20.

Deus tem levantado o seu povo e a eles entregado dons e talentos. Porém, muitos são aqueles que não acreditam no que Deus os tem capacitado. São muitas as vezes em que o Senhor fala conosco e ainda sim, duvidamos. Por quê? O homem é falho. E em sua imperfeição tem se estabelecido. Pouca fé. Porque duvidar, se Deus é conosco? Devemos ter mais fé e acreditarmos mais em nós mesmos. Ora, se o Senhor acredita em nós, porque fazermos diferente?! Não devemos temer em falar o que a nós foi entregue pelo Espírito Santo de Deus. Quando negamos assim fazê-lo, negamos também o Espírito.

É nosso direito e dever buscarmos mais a Deus, a plenitude do seu Ser, da Sua glória e do Seu poder. Deus é amor (1 Jo 4:8b). E é esse perfeito e incomparável amor que Ele deseja compartilhar conosco. Por que negá-lo? Por que negarmos o melhor que Deus tem para nos dar? Pense. Reflita. Medite. Deus tem mais para ti, basta crer e nEle descansar. Quando Deus quer, Ele usa a quem quer, como Ele quer, na hora que Ele quer, onde Ele quer e para quem Ele quer, dando autoridade e unção do Espírito. Assim como o Pai não faz acepção de pessoas (1 Sm 16:7), isso significa também, que não importa se é novo ou velho, criança, jovem ou adulto; o importante é ter maturidade espiritual, é viver em Cristo e com Cristo. É inevitável! Não devemos nos negar à voz do Espírito Santo. Desprenda-se!

Acredite, Deus quer te usar. É só deixá-lo fluir em teu ser, em tua vida. Ao duvidarmos e não falarmos o que o Espírito do Pai nos entrega, deixamos de ser abençoados e, principalmente, de abençoarmos outrem. Façamos o que o Pai quer e como Ele quer. Não temos nada a perder, apenas a ganhar mais e mais e mais. Deixemos o Espírito Santo de Deus fluir e agir em nossas vidas.

Que a paz do nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo esteja sobre tua vida! Amém.

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Significantes de Amar…

Escrito por Helga Rackel em Março 20, 2008

Icasal_criancas.jpg

Amar é…
Sonhar o sonho de quem sonha com você
Viver a razão da emoção de ser para viver
Transformar a vida em versos e inversos para te ter
Cantar as notas do universo para não te esquecer
Lembrar para sentir saudades de um dia abraçar você.

II

Amar é…
Perdoar sem pensar no por quê
Querer sem saber se um dia voltarei a ter
Amadurecer sem precisar se arrepender
Crer sem temer o amanhecer
Acordar começando a rena
scer.

Crianças

 

 

 

III

Amar é…
Dedicar sua vida por inteiro
Caminhar apascentando o anseio
Comer apreciando o tempero
Beber divagando sem desespero
Provar o cálice do amor verdadeiro.

IV

Amar é…
Admirar a sublime criação do Criador
Sentir o soar da brisa e seu frescor
Acreditar no Cristo Redentor
Compreender a glória do Seu amor
Libertar a alma cativa do seio do seu ardor.

      11 de abril de 2006.

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A dor que punge minh’alma

Escrito por Helga Rackel em Março 18, 2008

A dor que punge minh’alma

É uma dor que despedaça meu ser,

Descontenta meu querer,

Desatina meu sofrer.

A dor que punge minh’alma

É uma dor que omite meu grito,

Oprime meu suspiro,

Orla meu destino.

A dor que punge minh’alma

É uma dor que afaga minha solidão,

Afoga meu coração,

Afasta minha razão.

A dor que punge minh’alma

É uma dor que clama teu amor,

Chama teu esplendor,

Chora teu furor.

A dor que punge minh’alma

É uma dor que sente tua despedida,

Segue tua partida,

Sega tua mentira.

A dor que punge minh’alma

É uma dor que remete tua lembrança,

Remexe tua desconfiança,

Revela tua insegurança.

A dor que punge minh’alma

É uma dor que nos une e nos separa,

Insana e inflamável,

Cretina e incurável.

 31 de janeiro de 2007.

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Carta Especial

Escrito por Helga Rackel em Março 17, 2008

Fortaleza, 05 de outubro de 2005.

        Meu Melhor Amigo, Jesus…

        Paz!

    Sei que não faz muito tempo a última vez que nos falamos, porém, já sinto saudades de nossas conversas. É maravilhoso desfrutar tua companhia, querido Amigo. Não sei o que seria da minha vida se não fosses tu. Sempre estás presente, mesmo quando não o vejo. Indiscutíveis são as tuas palavras de amor, perdão e disciplina. Teus conselhos são inigualáveis, pois sei quão profunda eternidade de perfeição neles há. Agradeço por ser meu Amigo! Obrigada por me amar incondicionavelmente, mesmo ainda diante da minha humana imperfeição. És precioso para mim, Jesus!

       Em meio às lutas da vida, tenho gritado por ti, e tens me socorrido. Mesmo em teu árduo silêncio, ainda sim não tens me confundido. Teu Espírito tem me guiado dia e noite, noite e dia sem tardar e nem cansar. Quantas vezes perdoaste-me? Incontáveis vezes! Tua graça tem sido o bastante para mim porque assim tens provado-me. Ahhh… Jesus! Por que sou muitas vezes ingrata? Por que questiono o teu querer? Por que tantos por quês?

    Meus questionamentos não ofendem a tua soberania, pois não discutem o teu “não”. Simplesmente, minhas indagações são conseqüências do amadurecimento em nosso relacionamento. Tu és fiel, Jesus! As tuas promessas são infalíveis e insondáveis! Teus propósitos são caminhos para meus pés, horizontes para minhas paisagens: necessários e presentes. Teus planos são como o sol é para o dia, a lua e as estrelas para a noite: certos e reais! Há confusão? Há dúvidas? Há um Grande Amigo para me ajudar resolvê-las: tu, meu Jesus!

    A quem temerei se tu estás comigo, meu Melhor Amigo? Não tens interesses egoístas, nem orgulho imbatível; mas um amor incorruptível e uma humildade inabalável. Tens me aperfeiçoado, justificado e santificado incessantemente. Sou grata a ti, Jesus! Sou grata pelo privilégio que me dás de ser tua amiga.

    Agora, anseio íntima e profundamente por tua presença. Desejo ouvir tua voz, sentir o teu perfume. Preciso sonhar os teus sonhos, viver os teus planos, ceder aos teus encantos. Atento meu espírito ao teu Santo Espírito. Meu coração desfalace quando diriges teu olhar ao meu. Tremo quando sinto teu toque em minhas mãos. Adormeço ao teu abraço. E do meu enfado, não lembro mais… Amo-te!

    Vem! Amado da minh’alma…

Tua amiga aprendiz,

Helga Rackel

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Devagando

Escrito por Helga Rackel em Janeiro 31, 2008

Brilho da lua

No silêncio da noite, cá estou. Esperar o dia amanhecer ou dormir para esvaecer em sonhos e desejos? Começo a escrever, a me inspirar e deixar fluir as dádivas de ser um ser pensante. Interessante como a solidão pode ser uma opção. Não falo da solidão conseqüente da ausência de uma companhia, mas daquela proporcionada pela calmaria, pela paz que exala das estrelas e se achega ao “eu” incólume. O silêncio instiga a pensar e a noite inspira a organização das idéias. Daí eu me pergunto: quanto vale estar só? Sim, agora vale muito. Nesse momento devaneio as lembranças que assolam meu bem-estar. A lua parece gritar dentro de minh’alma, como se fôssemos um mesmo corpo envolto no universo excêntrico e intrigante de viver o mistério noturno. A alma é forjada em composições sutis e intencionais. Cogito, ergo sum! Assim dizia o filósofo Renée Descartes. Porém, verbalizar em tintas e papéis vai além da significância do existir; transcende a nostalgia do pensar, propaga a importância de se fazer existir. É como o pleno sentido de amar… Pois o amor tem um toque de mágica, cujo sonho não desabita a realidade. Pensar é amar. E a escrita é o exercício desse amor. Para isso vivo, para isso sou. Eu e a lua. O universo e a noite. O silêncio e o mistério. A solidão é o tempero nesse momento…

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Identidade

Escrito por Helga Rackel em Janeiro 31, 2008

Mas ao ímpio diz Deus: Que direito tens de recitar as minhas leis, ou de tomar a minha aliança na tua boca? (Sl 50:16). Examine-se o homem a si mesmo antes de comer deste pão e beber deste cálice. (1 Co 11:28).


Sepulcro caiado. Eis o sinônimo certo para muitos de nós nos dias de hoje. Sabemos que a igreja do Senhor é avaliada pelo Altíssimo a cada instante, mas, ao que parece, não entendemos. Ora, procuramos em diversas vezes observar e praticar santidade; porém, não para nós mesmos, e sim, para os outros. Vejamos… Entenda, estou querendo dizer o seguinte: do que importa esquecer o que sou e fingir o que devo ser? Muitíssimo! É preocupante vivermos só de aparências. Analisemos a “igreja” não como “um todo”, mas como um indivíduo: “eu”. Vós sois o corpo de Cristo, e individualmente, membros desse corpo (1 Co 12:27). Sim, se assim eu sou, por quê assim eu não vivo? Perdemos essa vivência do “eu”, da nossa individualidade perante Deus, quando percebemos mais o outro, o irmão do lado, e/ ou o coletivo, a igreja ao todo. Sentimo-nos “menos falhos” diante de Deus e por isso pregamos, louvamos, aconselhamos aquilo que não vivemos. Há uma persuasão tão bem aplicada de tal forma que convencemo-nos da nossa “capacidade”. É pura humanidade! Nada de unção.

Do que adianta conhecermos a Palavra e não vivermos esta Verdade? O ditado popular passa a ser o provérbio da nossa vida: “faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço”. E a situação ainda torna-se pior porque ocultamos o que fazemos. Conseqüência: tornamo-nos um ímpio, pois de nada diferenciamos daqueles que estão lá fora, no mundo do pecado. É verdade que todos nós sabemos sobre a posição do Juiz em relação a essas atitudes perversas e infiéis. Ele não define grau de pecados - pecadinho/ pecado/ pecadão, pois pecado é um só; assim como Ele também não faz acepção de pessoas em relação ao seu amor. Deus ama a todos nós. TODOS! Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna (Jo 3:16). “Senhor, perdoe-me por minhas falhas…”, assim nós oramos. Digamos logo: “Senhor, perdoe-me por meus PECADOS”. O crente tem mania de querer “aliviar a barra”, medo de pronunciar “pecado”, porque achamos que nossos erros são besteirinha comparados aos do mundo. Certo. Tudo bem. Sei que mesmo sendo convertidos em espírito e em verdade ao Senhor Jesus, ainda erramos e que esses erros não podem e nem devem ser como os daqueles que ainda não conheceram a Cristo. Todavia, não significa que não pecamos. Peçamos a renovação todas as manhãs pela misericórdia do Pai. Precisamos disso. Necessitamos de avivamento. Carecemos de humildade. Dependemos do amor de Deus. Tomemos essas verdades como nossas. Passemos a proferir aquilo o qual cremos na nossa vida. Analisemo-nos. Oremos. Reconheçamos nossa miserabilidade. Sejamos uma nova criatura em Cristo Jesus. Busquemos a Deus a todo instante. Ele sim já nos julgou e ainda julga em todo o tempo.

Deixemos o “Jacó” de nossas vidas e sejamos mais do que um “Paulo”, sejamos imagem e semelhança de Cristo. Sejamos Jesus Cristo. Vivamos com Jesus Cristo. Andemos com Jesus Cristo. Que TUDO em nossa vida seja por Ele e pra Ele. Sem Jesus, nada somos. Tenhamos a mente de Cristo (1 Co 2:16). Portanto, busquemos ter em nossa vida a essência do amor de Deus, porque assim seremos retos em seu caminho. Agora permanecem estes três: a fé, a esperança e o amor, mas o maior destes é o amor (1 Co 13:13). Pratique primeiro você, para depois ensinar o outro a praticar. Há uma nova chance. Não perca! A paz do Senhor esteja contigo! Amém.

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Duo Amore

Escrito por Helga Rackel em Janeiro 21, 2008

Seu amor, mais forte do que a morte, sufocava-o. Não sabia como expressá-lo. Um gesto, um beijo, um abraço, uma frase não seriam o suficiente para provar um sentimento tão puro. Cabisbaixo, olhar melancólico, sorriso enturvado, João matutava ao vento, sentado na cadeira de balanço – herança da avó. O vermelho-escarlate da “ditosa cadeira dos pensares” se assemelhava ao rubor do coração temeroso do rapaz. Casara-se novo com a jovem Madalena, carinhosamente chamada de Mada pelos íntimos. Cabelos longos e olhos maliciosos aliados à voz mansa da “caçula do pai”, chamaram a atenção do rapaz em meio aos vizinhos que dançavam o Baião Porreta do Zé, ícone das feirinhas de troca-troca do bairro José Walter. Há 2 anos, a jornada sentimental do pacato João iniciara num simples olhar pedinte de sua amada Madalena. Como relembrar o passado sem se preocupar com o futuro?

No dia anterior à sina, o jovem marido vai à feira comprar as “prediletas” da esposa: maçãs. Sua preferência era pela mais vermelha. Atento ao gosto da querida, o rapaz escolhe cada maçã com cuidado, imaginando a cena em que os lábios corados e carnudos da moça tocariam a fruta. Ele estremece ao sentir a chama do amor verdadeiro acesa em seu coração. Após pagar o feirante, João passeia os olhos pelo que acontece ao seu redor, contemplando cada rosto presente naquela feira tão movimentada; lembrando de quando ele e Madalena faziam sua primeira feira, o dia em que ela confessou seu gosto pelas “prediletas”. Já é noite. Mada, mesmo cansada, ao chegar em casa e encontrar seu marido à espera, deitado sobre a cama coberta com lençol de cetim branco, ladeado pelas maçãs bem vermelhas e fresquinhas, não resiste ao pedido ardente e ingênuo de seu marido. Permite ser amada.

Pétalas

        Manhã de segunda-feira, o dia da sina. Feliz por mais uma noite de carícias e juras ao lado de sua querida e amada esposa, João acorda disposto a fazer uma prova de amor, mas ainda não sabe como. Deixa-a dormindo, sai devagarzinho até o banheiro, toma banho e se arruma para sair mais uma vez à procura de um emprego. O dia começou bem: o rapaz consegue a vaga de segurança de uma transportadora. Há meses, ele aguardava essa oportunidade. Reservando a novidade para mais tarde, momento em que poderá encontrar Mada em casa, João chega à garagem dos transportes da empresa, onde fica também o escritório de seu chefe. Já estava com tudo pronto. Porém faltava apenas agradecer a oportunidade àquele que lhe ajudou. Enquanto isso, conferia seus objetos de trabalho: o porrete, a arma preta com detalhes em cinza e o cartucho de balas. Temeroso por tocar uma arma de fogo pela primeira vez, ele tinha seus olhos fitos no calibre 38. Mistura de medo e poder. Após alguns minutos de espera, o novo empregado apresenta-se ao chefe e lhe agradece pela confiança e presteza.

Ricardo conheceu Madalena no dia em que a cadeira de balanço quebrou. Morando no mesmo bairro, ele costumava passar todos os dias de manhã em frente à casa do casal, a caminho do trabalho. Certa vez, como de costume, ao passar na calçada da casa de muro e paredes brancos com portas e janelas vermelhas, o chefe de transportes e segurança da Empresa Bene Dito presencia a cena em que a amada de João, ao sentar, vira a cadeira de balanço e cai. Imediatamente, o vizinho oferece ajuda e percebe que a borracha de uma das pernas da cadeira vermelho-escarlate estava solta - o que provocou a queda. Logo o jovem marido ficou sabendo do acontecido, convidou o vizinho para tomar um cafezinho em agradecimento. João, ajudante de pedreiro na época, passava a maior parte do tempo fora de casa; mas era atento a cuidar de Madalena. Pela amizade, a querida esposa torna-se acompanhante da mãe de Ricardo. Assim, unia o útil ao agradável: passara a ter uma rotina diferente ao mesmo tempo em que praticava o dever de uma boa cristã em ajudar o próximo.

Ansioso para encontrar a amada, João despede-se do novo chefe e corre para pegar o ônibus das 12h45min. Na metade do caminho, percebe que esqueceu a boina da farda no escritório. Volta depressa, torcendo para que dê tempo de apanhar o coletivo, e depara-se com Mada recebendo um beijo de Ricardo. Naquele horário, a garagem da transportadora era muito movimentada. O jovem marido não tinha certeza do que via. Então aproximou-se sem que o casal de amantes percebessem, flagrando o mesmo olhar pedinte de Madalena, recordação do dia em que se conheceram, direcionados a seu chefe e vizinho. Deveria se vingar ou esquecer e contemplar a amada com seu perdão remissor, dando-lhe uma prova de amor a qual instigasse o arrependimento no seu coração? Em poucos segundos, João decide fazer as duas coisas. Saca a arma, atira em Ricardo e, logo depois, comete suicídio. Dois corpos inertes e uma mulher. A prova de amor cumprida.

E todos ali presentes, funcionários e transeuntes que viam a cena do lado de fora, não sabiam se Madalena chorava pelo amante ferido ou pela morte do marido.

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