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Perfil

Escrito por Helga Rackel em Junho 14, 2008

Aprender é fundamental para o estudante Lee Pontes

“Foi acidente. Eu pensei que tinha colocado o certo”, fala Lee Jefferson Pontes da Silva, 23 anos, estudante do 5º período do curso de Jornalismo da Faculdade Integrada do Ceará – FIC, ao lembrar o dia em que fez sua inscrição no Programa Universidade para Todos (Prouni) - plano de assistência educacional do governo Lula, destinado a estudantes de baixa renda. Pensando que tinha marcado a opção do curso de Medicina, Lee Jefferson se enganou: assinalou a de Jornalismo. Mas, só percebeu o engano quando recebeu a correspondência informando o resultado.

Com olhar sereno e sorriso tímido, apesar de se sentir muito cansado após uma longa jornada de trabalho, Lee revela suas idéias, experiências e planos quanto ao seu futuro profissional. Começou a trabalhar quando tinha 17 anos. Cedo, ganhou sua independência financeira. Ao sair de casa, precisava se manter. Morando com uma amiga que veio do interior para Fortaleza, seu primeiro trabalho foi na Faculdade de Farmácia da Universidade Federal do Ceará – UFC, onde seu ofício era fotocopiar materiais acadêmicos. Batendo com os dedos na mesa, como se estivesse contando e fazendo esforço para se lembrar, Lee conta que trabalhou durante cinco anos na sala de xérox da faculdade.

Questionado sobre qual o momento em que começou a pensar em seu futuro profissional, o aspirante a jornalista responde: “Acho que… quando tinha uns 20, 20 e poucos anos. Aos 20 anos, a ficha caiu”. Ele afirma que sempre quis fazer jornalismo. Mas quando trabalhava na Faculdade de Farmácia da UFC, conheceu um grupo católico e começou a participar de suas atividades. Uma delas era no setor de enfermaria. Cuidando de idosos, gestantes, pessoas carentes, Jefferson tomou gosto pela área. Foi quando resolveu tentar vestibular para o curso de Medicina.

Após descobrir sua aprovação em Jornalismo, opção marcada na ficha de inscrição por engano, Lee se prepara para ingressar na FIC. Para regularizar a documentação necessária na matrícula, o jovem acadêmico precisava falar com sua mãe. Depois de quatro anos sem manter contato, eles se reencontram. “Tive que voltar a falar, conversar”, comenta, com os olhos marejados. Por um desentendimento, mãe e filho não se comunicavam. A necessidade falou mais alto e o orgulho ferido deu lugar ao perdão.

“Depois de dois anos no curso de jornalismo, apareceu estágio”, conta. Cursando Comunicação Social com habilitação em Jornalismo, desde 2006, a oportunidade de estágio aparece em maio deste ano. Mesmo não sendo remunerado, Lee se sente realizado em aprender o fazer jornalístico na redação do Diário do Nordeste - DN. “A minha remuneração é a experiência de vida da chefe de redação. Ela está sendo minha orientadora”, diz. Segundo o universitário, o dinheiro não paga a oportunidade de estagiar no DN. Para ele, o jornalista tem que se arriscar, construir sua imagem. Pode ser difícil, mas tem que saber aproveitar as oportunidades.“Sei que vou crescer lá dentro”, almeja.

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Personalidade

Escrito por Helga Rackel em Setembro 20, 2007

“Eu quero continuar com toda a minha força”

Coordenador há um ano à frente da Cruzada da Umaadece, Vauíres Lima revela suas experiências e objetivos como obreiro do Snehor nesse projeto

Vau�res Lima e sua esposa, Marjorie Priscila, coordenadores da Cruzada da Umaadece

Segunda-feira, 17 de setembro de 2007. Após um movimentado final-de-semana em cruzada, entro em contato com o coordenador da Cruzada de Umaadece, combinando como poderia entrevistá-lo, se por telefone ou por e-mail. Por conta de sua ocupação como administrador-proprietário da microempresa Palácio das Molas, no Centro de Fortaleza, e do tempo preenchido de atividades, o entrevistado preferiu responder por e-mail. Com a ajuda de sua esposa, Marjorie Priscila, obtive a conclusão dessa entrevista na quarta-feira, dia 19.

Natural do município de Quixadá, região do sertão do Ceará, Francisco Vauíres de Lima Silva, 36 anos, envangelizado pelo ir. Antônio Carlos Sobrinho, aceitou o convite para participar da Caravana da Misericórdia, onde se tornou pipoqueiro do departamento infantil. Foi na cruzada em Natal - RN, há nove anos, que ele se converteu. Nesse período, são oito anos de batizado nas águas, cinco no Espírito Santo e um ano e seis meses como coordenador da Cruzada da Umaadece.

Verblogando- Qual a sua visão quanto à Cruzada da Umaadece?
Vauíres Lima- É de anunciar a palavra de Deus junto com a mocidade por todo o interior do Ceará, e de também melhorar a imagem da mocidade e que eles mesmos percebam como Deus conta com cada um deles para fazer o “ide”.

Há um ano você está na coordenação da Cruzada, o que mais lhe marcou nesse período?

Ver que em cada cruzada Deus nos prepara algo de novo. Ou seja, cada cruzada se aprende mais, e isso faz com que eu amadureça e perceba como Deus tem levantado pessoas compromissadas com a sua obra e também, pra me ajudar.

A Cruzada da Umaadece é uma chamada missionária? De que forma(s) ela tem contribuído no reino de Deus?

Sim, eu diria que é uma experiência pra quem quer fazer missões. A Cruzada tem contribuído em vários fatores como as experiências adquiridas pelos próprios integrantes (missão, valorização do seu semelhante e outras), também na área do social, reintegrando a comunidade e beneficiando à igreja local.

Sob sua coordenação, foram realizadas oito cruzadas – sete no interior e uma na capital. Para novembro está programada a última deste ano, em Coreaú. Diante desses eventos, quais são suas expectativas?

É a de que Deus há de abençoar, como tem feito com as demais. Claro que não é tão fácil assim como estar escrito, mas eu quero dizer que mesmo com as dificuldades financeiras e principalmente a espiritual, Ele tem sempre nos ajudado em tudo - ou seja, não tem faltado nada.

O que motiva você a continuar nessa jornada?

O que mais me motiva é o próprio Deus. Eu sempre digo que fazer esse trabalho para Deus é muito gratificante, porque Deus me confiou essa missão e te digo mais, eu sempre vou ser devedor a Deus “faço não esperando receber nada de Deus, mas faço pelo que Ele já me deu”.

Na sua opinião, o que falta para os jovens serem mais participativos na obra?

Aquilo que é mais necessário na vida de um jovem: pagar o preço. Ou seja, falta-lhe mais compromisso e responsabilidade com obra de Deus e também orar e se consagrar.

A cruzada mais recente, no município de Itaiçaba, teve a participação de quase 100 evangélicos de Fortaleza. O que esse número significou para você?

Que os jovens estão se despertando para fazer o ide do Senhor, mesmo que algum deles não consiga se despertar. Mas eu creio que Deus vai usar cada um deles sem que eles nem percebam.

Os resultados dessa última cruzada, em Itaiçaba, foram de acordo com o estimado?

Eu diria que sim. Mas poderia ser bem mais se houvesse mais divulgação da parte da igreja local. Com isso a diretoria, a partir dessa cruzada, vai ficar responsável pela divulgação - já que era de responsabilidade do pastor da igreja local.

Em outubro de 1993, nasceu a “Cruzada da Mocidade do Templo Central”. Mais tarde, em janeiro de 1994, mudou o nome para “Cruzada Umadece”. No final de 1998, foi mais uma vez modificado para “Caravana da Misericórdia”. A partir do ano 2000, passa a ser chamada “Cruzada da Umaadece”, o qual continua ainda hoje. Diante dessas mudanças, o que foi transformado além do nome da cruzada?

Mudou praticamente tudo, começando com a presidência da Umaadece e outros departamentos. E com isso a cruzada teve todo apoio da diretoria, a qual veio fazer com que ela se estruturasse e se tornasse como antes.

Há 14 anos, a Assembléia de Deus Templo Central de Fortaleza realiza cruzadas. Quais são os seus objetivos para que a Cruzada da Umaadece chegue aos 15?
Se Deus me conceder misericórdia para que eu não venha cair na caminhada, eu quero continuar com toda a minha força e peço que Deus não retire de mim o Espírito Santo.

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