Sabedoria e habilidade na arte de guerrear
Escrito por Helga Rackel em Abril 20, 2008

Em seu livro A arte da guerra, Sun Tzu aborda a importância de saber guerrear em diversas batalhas, conforme sua necessidade e especificidade, tendo como princípio a vitória sobre o inimigo numa luta sem armas; com o vencer antes mesmo de guerrear. Caso haja a necessidade de lutar, ele apresenta as ferramentas para ser vencedor nessa batalha. Paciência e perseverança são virtudes analisadas como essências de um general sábio e habilidoso. Não basta apenas ser inteligente, mas compreender, conhecer a si mesmo e ao inimigo para ser vitorioso. Como também, conviver com seus soldados, participar junto a eles, valorizar a capacidade de cada um, adquirindo confiança e lealdade dos mesmos. O bom general sabe que não é preciso só lutar para vencer, mas vencer manobrando prudentemente as forças que vêm sobre ele, sejam elas de ordem superior ou inferior a ele mesmo. Toda caminhada tem seu bom e mau tempo, suas flores e seus espinhos, a luz e as trevas, o visível e o invisível para ensinar e aperfeiçoar, projetar e determinar os passos do caminhante. O forte não se abstém diante dos obstáculos, nem desanima quando enfrenta seu inimigo. Todavia, é prudente em suas escolhas, sábio em suas táticas, habilidoso em suas manobras. É preciso ter sensibilidade, perspicácia em saber qual o momento propício para embainhar e desembainhar sua espada, obedecer e não obedecer às ordens sem faltar-lhe o respeito. Manobrar as forças superiores, assim como as inferiores, significa ter agilidade e destreza com o que é preciso ser feito através de suas experiências em batalhas, sem temer o resultado, na certeza do que é certo a fazer. O ato de recuar não é sinônimo de covardia, assim como o de avançar não seja o de fortaleza. A arte da guerra vai além do impulso físico, sobretudo o raciocínio deve emergir a cautela e espreitar o provável e o improvável, antes mesmo que estes aconteçam. A liderança autocrática deve dar lugar à liderança servidora, pois só assim a autoridade sobrepujará o poder. Antes de organizar um combate, é necessário harmonizar os combatentes. E isso, dependerá somente do seu general.
Cenas do filme "O Último Samurai"
* TZU, Sun. A arte da guerra. 15ª ed. Rio de Janeiro: Record, 1995.
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